Ela precisa voltar a acreditar,
voltar a sentir,
voltar a ser o que outrora fora.
porque ela perdeu alguma coisa
e não sabe se vai encontrar.
Ela não sabe.
não mais.
ela é branca. de pelo macio.
tem olhos azuis e unhas afiadas.
gosta de brincar entre as margaridas do jardim
e de ronronar quando recebe carinho.
se pudesse escolher,
passaria os dias em sua almofada lilás
bebendo leite
e vendo cintilar sua coleirinha dourada
com pingente em forma de flor.
ela é mimada. mas um doce.
simpática e educadíssima, não estranha ninguém.
parece sempre sorrir para quem passa por perto.
ela é de raça. tem porte e faz pose.
só anda empinada como quem quer chamar a atenção
e quando não é notada, se espreguiça, toda charmosa, até ser percebida
e acariciada.
ela é carente. adora um sorriso.
ela é uma lady. fina, delicada e tratada como merece.
ela é Ágatha, a Gata do Palácio Real.
Ela se encontra em pessoas mais desencontradas que ela. Se acha louca, mas, perto deles, percebe que nem é tanto assim. Ou vê que consegue ser pior.
Ela não é, mesmo, das mais parecidas com o que se vê por aí. Vive fora dos padrões. Se comporta fora de todos os padrões e modelos esperados segundo sua idade e ciclos.
Mas ela não é -exatamente- o que se costuma chamar de louco. Ela só é diferente. Não é comum que nem toda essa gente.
Ela é normal, só não é igual. Faz questão de não ser, é sua identidade.
As pessoas costumam dizer que ela tem um brilho próprio. Que é tão especial que até ilumina os lugares por onde ela passa.
Seu sorriso é revitalizante. Seu abraço, reconfortante. Ela é um poço de carinhos e sentimentos.
No fundo, nem é diferente, mas, desde sua essência, ela só não consegue ser igual.
Eles têm se deixado levar por qualquer coisinha. Qualquer pequeno atrito já os faz fechar o tempo, mudar as feições, engrossar a voz e desviar o olhar. A convivência tem sido difícil. Às vezes não dá pra suportar. É fase, os dois sabem que vai passar. Mas ela tem medo de demorar. E ele parece não se importar.
O uivo dos ventos que trazem a tempestade assusta. Os primeiros raios surgem nos olhos, vermelhos. Lágrimas de chuva escorrem lentamente. Ecoa o estrondo dos trovões, oriundos das batidas dos corações no fundo de um peito que parece oco, vazio...
O que os acalma é que a semente já foi plantada e não se pode mais voltar atrás. É amor, um laço forte que nenhum vento desfaz.
A tempestade rega e tempera o terreno para que as flores possam surgir na próxima estação.
~ vida que passa diante dos olhos como num filme.
a partir de uma imagem, uma palavra, um sentimento, uma recordação...
~ voltar ao lugar de onde se veio. revirar guardados. revolver entranhas.
e reviver sonhos em meio às ruínas de um passado esplendoroso que nunca se apagou.
o inferno astral se foi.dessa vez demorooou... mas não permaneceu.ela mesma sabia que aquele baixo astral não era seu, nunca a pertenceu.ela se libertou das amarras de um medo fraco. frágil. fajuto. fingido.um medo de ter medo que a amedrontou.(ou tentou. não conseguiu. não por muito tempo...)mas ela é forte. sabe disso, sempre soube.só não teve forças pra provar pra si mesma.mas agora tem.agora ela está mais forte que nunca!e sua fortaleza não depende de ninguém.somente dela.e das suas escolhas.ela conseguiu se libertar.se fortalecer. se reanimar.e sua liberdade e sua força e sua vontade vão além.e ela voa junto, vive junto, vai junto...pois sabe que seu destino não pára por aqui.seu pote de ouro a espera no final do arco-íris.'...ao infinito e além...'
- coração aumentou o compasso.a presença se fez presente.se permitiu sentir.sua mão em meu ombro direito(como um semi-abraço)fez palpável a segurança antes vivida em pensamento.o brilho emanado do sorriso que se acendeuiluminou meu campo de visão.no reflexo da imagem d'Ele pude nos ver.às duas.em apenas uma.coração acalmou o compasso.sua mão em meu ombro direito(como um semi-abraço)fez palpável a sensação...
Um traz o Guaraná.O outro, uma Coca.E eu faço a pipoca pra gente relaxar.Filminho das antigas(dos que fazem espirrar).Estudo como desculpapra gente se juntar.Trio. Triângulo. Três.Amor e Amizadese embolando outra vez.
tô pedindo arrego!minha cabeça não agüenta mais.tô pedindo sossego!minha paciência não existe mais.tô pedindo emprego!minha inteligência tá pedindo mais.tô pedindo respeito!não vou ser tratada desse jeito. isso não se faz.tô querendo fugir!às vezes não sei comoainda sobrevivo aqui.tô querendo sumir!tem hora que eu quero ir emborapra não ter nem que pensarno que se passa por aqui.tô querendo sair!não me peçam pra ser quem não soue ainda achar legal e não parar de sorrir. tô precisando gritar!botar pra fora tudo o que eu tô sentindoaté acabar o ar.tô precisando parar!ficar um tempo sem atividadespra pôr a cabeça no lugar.tô precisando descansar!ficar um tempo sozinha comigo mesmapra voltar a respirar.tô precisando confiar!principalmente, mais em mimporque não adianta ter idéiae não botar pra funcionar.tô precisando arriscar!a vida não se faz só de passos certose eu não posso esperar a oportunidade chegar.tô precisando sonhar!deixar de ser um pouco só eu mesmae voltar a flutuar.tô precisando realizar!porque pra ser quem eu soue do jeito que eu sounão posso parar -nunca-de desejar.tô saindo do lugar!porque se eu for ficar parada aquiaí mesmo que nada vai mudar...
limpar os armários às vezes faz bem.às vezes dá alergia.mas às vezes tira os cupins.limpar os armários liberta dos fantasmas.às vezes dá alergia.
mas às vezes tira os cupins.limpar os armários faz espirrar.às vezes dá alergia.
mas às vezes tira os cupins.limpar os armários alivia.às vezes dá alergia.
mas às vezes tira os cupins.limpar os armários faz bem.às vezes dá alergia.
mas às vezes tira os cupins.