sábado, 24 de outubro de 2009

Crianças

Eles -definitivamente- não se entendem.
Parecem duas crianças.
Estão muito bem, conversando, e...
(do nada!)
por uma brincadeirinha,
toda a paz desmorona.

Primavera

Ah, o bom e velho vestido. Estampado, colorido, leve, fresquinho... modelando as curvas femininas que Deus me deu. Sandália de dedo, chinelo, havaianas. Vento fanfarrão ameaçando mostrar o que, mesmo com pouco pano, o vestido esconde. Susto que sempre termina numa gostosa gargalhada.
Calor. Sol refletido nos óculos. Bolsa pesada no ombro esquerdo. Suor. Realidade : ODEIO VESTIDO!
Principalmente quando tem alguém usando um bem na minha frente e eu estou de calça jeans e tênis... indo trabalhar.
¬¬


Deeeeeeeus, me ateeeeeeeeeende : EU QUERO TRABALHAR NA PRAIA!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

TPM de quinta

Detesto gente que toma conta do ambiente. Gente que não pertence àquela realidade e tenta se inserir à força. Tipo no bar. Muita gente que, antes dos copos necessários para tanto, começa a falar alto e impor sua conversa aos outros. Crianças que fogem da escola pra beber escondido dos pais e gritam aos quatro ventos as atrocidades que cometem e fazem questão de contar as últimas fofocas. Fatos (e até erros) dos seus amigos que nem estão perto pra se defender. Garotas que falam e se comportam como homens para se firmar ou parecerem ser melhores que as outras. Ah, e as mentiras... aumentam e complicam histórias simples que nem se sabe se realmente aconteceram. Nunca se saberá. Pobres crianças... mal sabem que os pais não são os idiotas que elas pensam, sabem o que elas fazem e já até fizeram pior. Só que, à maneira deles, conseguiamse organizar, pretendiam mudar o mundo. Chego a ter pena dessas crianças que não conseguem mudar as próprias roupas sem olhar pro amiguinho do lado ou pra tv.


Alguém me salva dessa realidade invasiva?

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Terça-feira.

Viver de desprazeres não é natural.
Mas é possível acostumar-se.

Mais um dia que deu errado em meio a uma rotina de tantos outros dias.
Às sete da noite, sentada em frente ao mar, à beira da praia que inunda seu caminho rotineiro ao menos duas vezes por dia, ela sente.
Sente frio. O vento uiva em seus ouvidos, arrepia-lhe os pelos, resfria-lhe o corpo, levanta a renda da barra de sua saia...
Sente falta. Espera o namorado que está a caminho e lhe trás seus pertences, esquecidos no último fim de semana que passaram juntos.
Sente tristeza. Seu dia desandara desde os primeiros passos da manhã.
Mas, olhando o mar, ela decide não pensar em nada disso...
Não consegue. Por mais que tente, como um furacão, ela sente.
Sente fome. Sua última refeição fora um lanche à hora do almoço. Engolido às pressas em função do já conhecido (e rotineiro) atraso para a aula. O trabalho a consumia em larga escala.
Sente raiva. Foi obrigada a recusar um convite dos amigos por incompreensão. Ela não podia ir, eles não entendiam o porquê.
Sente arrepios. O vento continua a esfriar-lhe o rosto e levantar-lhe a saia.
Sente medo. E o guarda a sete chaves.
Sente solidão. Mesmo o vai-vem de pessoas ao seu redor não a faz sentir-se acompanhada.
Sente o mar. As dores do mar. A frieza do mar. A fraqueza do mar, que, desanimado, não consegue erguer suas ondas.
Sente o céu. O movimento das pesadas nuvens que se arrastam a faz sentir a chuva que virá.
Sente o vento. Além do frio, das baixas ondas e dos uivos, o vento lhe traz um certo conforto.
Ainda gelada, a menina olha em volta buscando os braços quentes que a irão receber. Seu namorado ainda não chegara. Mas estava a caminho.
Como forma de escapismo, de abstração ou mesmo de distração, ela escreve. E sente. E escreve sobre o que sente.
O vento decide castigá-la. Aumenta, atrapalha, dói. Mas ela insiste. Em escrever e em sentir.
O telefone toca. Ansiosa por escrever, ela demora a atender. Curiosa por natureza, interrompe o texto. Não é a que ela esperava ouvir, mas uma voz familiar do outro lado linha aquece o seu coração.

Esquisitos

Eles são muito parecidos. Vêem o mundo quase da mesma forma. O ângulo de visão muda muito pouco. A Academia em curso dele ainda se encabula perante a já completa dela. Mas mesmo assim, os ideais são os mesmos. (MARX!) Eles não seguem os padrões. Já no jeito de vestir e se portar dá pra perceber. E quando conversam sobre gostos e experiências, notam-se as peculiaridades que só as pessoas como eles têm. Eles são esquisitos. Nem todos em volta são capazes de captar a essência e a doçura que ambos exalam. A personalidade infantil dele é refúgio para as dores que a vida causou ao coração dela. A esperança é madrinha do carinho que começa a crescer depois de uma oportunidade que ela teve de olhar para ele com outros olhos.
A Fada dos Encantos já passou. O que falta é o Cupido acertar a flechada.
Eles são tão esquisitos que ninguém vai reparar...

Harmonia dos Passos

Eram três passos iguais.
Três passadas repetidas.
Seis pernas andantes.
Três corações pulsantes.
Três vidas interligadas,
levemente entrelaçadas.
Eles eram as pontas do laço.
Ela era o nó.

30/04

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

À Flor da Pele.

Em razão dos últimos acontecimentos, tenho andado com a emoção à flor da pele. Sensível, desnorteada, alheia a boa parte do que acontece ao meu redor. Não que eu esteja no mundo da Lua (antes fosse. Quem me dera!) Não tenho tido forças pra me segurar na realidade em que me encontro. As lembranças e a certeza do que virá me consomem. Da mesma forma que não sei como reagir a tudo isso hoje, tenho medo de não saber o que fazer quando o jogo virar. Porque eu sei que, um dia, isso vai acontecer. Ainda tenho três chances de escolher entre 'somente perder' e 'aprender a ganhar'. Sei que, por mais difícil que seja, é bem mais fácil falar. Mas só uma coisa não me entristece: assim como a certeza da dor, o que me sustenta é a certeza da Força que virá do Alto.

Poliglota.

Je suis fatiguée! I don't know what to do with my mind. Meus sentidos se confundem numa eterna confusão que não faz nenhum sentido. And I wonder... Há de chegar o tempo em que tudo se resolverá. Mas o problema é que não é só a minha cabeça... But maybe I can try to forget and everything is gonna be alright. Or not. Je ne suis pas un enfant. Not even you. E sabemos que não vai ser tão fácil assim voltar tudo ao normal como se nada tivesse acontecido.
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um dia avulso
na aula de inglês
sem muita coisa melhor pra fazer.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Dois mundos.

Mais do que nunca ela queria ser duas. Queria poder se dividir. Não para diminuir o peso do mundo que ainda insiste em carregar. Pois, se hoje ela é uma e carrega dois mundos, seria, então, duas metades carregando, cada uma, um mundo inteiro.
Agora, mais do que nunca até então, ela queria ser duas: uma para cada mundo que ela insiste em carregar. Queria poder pegar todas as dores dos dois mundos que ela carrega além do seu, escondê-las num embrulho e sair correndo. Fugir. Se livrar daquilo como uma bomba prestes a explodir!
Mais do que nunca ela queria ser duas. Queria poder oferecer carinho, atenção e cuidado da mesma maneira e com a mesma intensidade para os dois mundos que ela insiste em abraçar.
Tudo o que ela mais queria nesse exato momento era ser duas para poder sentir com um coração inteiro em cada parte.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Luva.

Como a grande maioria, ele é todo tatuado.
Diferente dos demais, não chama a atenção por isso.
Seus cachinhos, que nem são dourados, ou a carinha de menino em meio a tantas caras barbadas assumem muito bem a função de destacá-lo no meio.
Sonha ser um grande cineasta.
Sonho marcado na pele, visível a quem passe num breve e simples aceno.
Já no nome se diferencia dos comuns.
Repleto de peculiaridades, o rapaz conquista seu espaço entre sorrisos e expressões faciais únicas que lhe cabem como uma luva.

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Ele tem futuro... e sabe muito bem disso!