sábado, 21 de fevereiro de 2009

Contos de Fada.

Ela desce das nuvens para o mundo real. Mas jamais deixará de ser uma princesa, um ser mágico e encantador. A Fada dos Encantos nunca deixa de ser como é por um simples disfarce de Carnaval.
Se disfarça de mortal, pensa que passará por normal. Mas não. Ela não. Ela é diferente.
O Néctar mais puro. Perfume mais doce. Macia...
Fada. Princesa.. Menina. Moleca. Mulher. Rara. E única. Além de sem igual... Uma Flor.
Brilha como Vagalume. Sorri como criança. Dança como bailarina. Enfeita como boneca.
E as Lagartas fingem que não percebem, mas sabem que ela já é Borboleta. Fina e delicada. Firme e decidida. Livre e sonhadora.
Mas nenhum encanto é eterno. Dura o tempo que precisar durar. A redoma se quebrará. O casulo se romperá. E ela abrirá suas asas. E, simplesmente, voará.

A Festa da Carne. (parte III)

Dia de Gordo
Acorda tarde.
Faz compras.
Faz comida.
Come.
Faz almoço.
Dorme.
Acorda.
Come.
Joga. Joga. Joga.
Social.
Banho.
Cama... precisava ouvir música normal.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Festa da Carne. (parte II)

Bom dia
Já sentia falta. Impossível sobreviver a uma semana inteira sem aparecer.
Diário abençoado.
Planejado. Esquecido. Trazido. No susto, mas veio.
Ainda bem. Eis que virão as histórias...

Acordar? Pra queeee? Tava tão bom...
Cachorro quente pra não dizer que ninguém comeu. E praia.
Ondas, areia, Sol, conversas, planos e risadas. Tarde 'Nando Reis' das melhores!

Mesmo à distância, certas coisas não mudam. 'Bom dia' é sempre BOM DIA! :D

Supermercado. Super idéia. Super arroz. Super deu certo. Super rendeu. Super sobrou... mas super valeu a pena.

Bebe. Bebe. Bebe. Dorme. Dorme. (Rede)
Sai. Sai. Sai. Banho. Banho.
Volta. Volta. Volta. Banho. Banho.
Dorme. Dorme. Dorme. Dorme. Dorme.
E acaba o dia...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A Festa da Carne. (parte I)

O Começo
Acorda cedo.
Arruma mala.
Sai.
Trabalha.
Conversa.
Trabalha além.
Atrasa.
Corre.
Paga.
Carona.
Pega mala.
Sai.
Almoça.
Arruma carro.
Encaixa.
E vai...
Lindas paisagens.
Gado.
Pasto.
Aves.
Nuvens.
Bosque.
RANGER VERMELHO!
Mais paisagem.
'Quanto tempo falta?'
'Um hora e meia.'
Dormem.
'Falta quanto ainda?'
'Uma hora e meia.'
Praia.
Lagoa.
Quase pôr-de-Sol.
'E agora, quanto falta?'
'Ah... uma hora e meia.'
'Ainda?'
Chega.
Espera.
Jantar? Ok... chame como quiser.
Busca.
Espera.
Chega. De Cometa.
YO!
Riem.
Riem.
Riem.
Bebem.
Bebem.
Riem.
Riem.
Riem.
Dormem.
E isso é apenas o primeiro dia.
...ainda falta uma hora e meia.
:)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Confissão.

Não pense que venho por amor à causa. Por fazer questão de levantar a bandeira. Até visto a camisa. Nada do que faço é em vão ou sem razão. Pode até ser sem paixão, mas nunca sou imparcial.
Há vezes até em que tomo as dores.
Confesso, venho pelo vil metal. Pelos mais mesquinhos motivos para estar aqui. Volto muitas vezes contra a vontade, mas sempre trago o coração. Sim, sei que, quando for, sentirei falta. Não do automático, mas do humano. Do dar 'bom dia' e recebê-lo. Com um sorriso ou entre dentes, não importa!, mas recebê-lo. Das piadas, das brincadeiras, das risadas, das pizzas e até dos problemas... mas do que for humano, palpável, compartilhável.
Sim, ainda há muito o que viver e ver antes de ir, mas espero que seja muito em intensidade, não tanto em tempo. Tenho desejos maiores, quero alçar vôos mais altos. O quanto antes, sim, tenho pressa!
Quero viver, quero sentir, quero fazer acontecer, realizar!
Não venho por amor à causa, mas admiro os que vêm. E sei que estes terão, por mim, quando eu for por amor ao pavilhão, o mesmo orgulho e admiração.

muy amigas...

Rebeca e Júlia se conheceram no Colégio.
Mesmo aos 11 anos, a primeira impressão não foi bem o que se chamaria de ruim, mas também não foi das melhores. Rebeca tinha ouvido falar que Júlia não era uma pessoa assim tão legal. Talvez falaram por ciúme. Talvez falaram por inveja. Talvez falaram só, mesmo, por falar. Mas Rebeca acreditou. Porque ela ainda confiava em quem falou.
E o tempo passou. Júlia se aproximou. E Rebeca mudou. De opinião e, com o tempo, de postura. Involuntariamente, causou ciúme. Inconscientemente, não deu atenção. Mas as pessoas crescem. Meninas sempre amadurecem. E, querendo ou não, sempre se esquecem das coisas que acontecem.
O tempo continuou passando e as meninas crescendo. Rebeca e Júlia se tornavam cada vez mais amigas. Até que chegaram ao ponto de 'quase-irmãs'. Contavam tudo uma para a outra. Partilhavam dores. Dividiam segredos. Sonhavam juntas. Multiplicavam alegrias. Eram felizes e sempre mais amigas. Aprenderam juntas muitas coisas.
Mas o tempo continuava a passar... as cartas e cadernos registravam os sonhos e pesadelos da adolescência. Elas pareciam viver as mesmas histórias. Com algumas variações... mas eram as mesmas histórias. Os romances não correspondidos, os primeiros beijos, as traições de amigos, as provas, as viagens... tudo elas contavam uma para a outra, faziam questão do registro, das cartas, dos cadernos.
A vida tentou separá-las com as mudanças de Júlia. Não conseguiu. Ao contrário, aproximou as duas ainda mais. Uma vez que perderam o contato diário durante as aulas, resolveram dedicar os fins de semana às fofocas e bicicletas. Pedalavam como se pudessem fugir dos medos que as afligiam. Não havia empecílio.
E o tempo, cruel, não parava de correr... terminou o Colégio, vestibular e uffa!, Faculdade! Elas continuavam amigas. Muito amigas. E pensavam que não mais se separariam depois da grande novidade: os amores verdadeiros que chegaram e se cruzaram nos caminhos delas. Tiveram certeza de que, com o Quarteto Fantástico em ação, a amizade seria invencível e elas se tornariam, definitivamente, inseparáveis.
Mais uma vez, o tempo se fez presente e mostrou que as pessoas mudam quando tomam rumos diferentes. Rebeca e Júlia já não eram lá tão parecidas assim... Já não sonhavam os mesmos sonhos. Já não contavam mais tudo uma para a outra. Elas cresceram e não tinham mais tempo para as cartas e cadernos. Elas mudaram e faziam planos diferentes dos delírios da adolescência. Elas não eram mais as mesmas. Talvez não significassem mais o mesmo uma para a outra. E o que viria para unir, acabou por separar.
Novos amigos vieram, novos ciclos se formaram. Alguns se cruzaram e se misturaram. Outros só serviram para destacar e acentuar a diferença entre elas. Rebeca sempre foi comunicativa e se adaptou bem a todos os grupos. Os dela e os de Júlia. Rebeca colecionava sorrisos e amigos. E Júlia contribuiu muito tempo nessa coleção. O contrário não aconteceu, Júlia se contentava com os seus amigos e não se misturava. Rebeca não se importava, mas, com o tempo, passou a ter que escolher com quem sair. E optava pelos grupos. Novos ou antigos, não importava. Júlia não ia. Não se enturmava. E isso as afastou ainda mais.
Além disso, a Faculdade as mostrou novos caminhos. Trouxe novas linhas de pensamento e estilos de vida. E elas se tornaram o completo oposto. No início, não fazia diferença. Até o dia em que começou a incomodar. As idéias e, principalmente, as experiências e vontades entraram em conflito. Uma já não se importava mais tanto com a outra. E o que parecia ser uma história de amizade eterna de princesinhas dos contos de fadas se tornou mais uma história comum.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O Príncipe.

Ele nunca lera o Pequeno Príncipe.
E sempre achava que a aborrecia quando resolvia ficar 'remoendo pequenos problemas' perto dela.
Bobinho... mal sabia ele que ela adorava ouvi-lo. Sentir-se útil a alguém.
Ele a fazia sentir isso como ninguém no mundo.
Ouvi-lo, em qualquer circunstância, a fazia bem.
Mesmo que ela não soubesse o que dizer, sabia que, para ele, bastava ela estar ouvindo.
E ela ouvia.
E quando sabia o que dizer, dizia.
Nem sempre era o melhor a se dizer, mas ela dizia.
Porque, em algum momento, aquilo surtiria efeito.
E ele percebia o quanto ela se importava.
E ela entendia o quanto ele confiava.
E eles acreditavam.
Em alguma coisa. Em coisas diferentes. Mas cada um acreditava.
Nenhum dos dois deixava de acreditar.
Ele, nela. Ela, n'Ele.
E seguiam acreditando juntos pelo mesmo propósito.
Porque ele tinha um amor declarado, explícito, escancarado... Que o estava fazendo sofrer.
E era um amor que ela aprendera a partilhar e a sentir também.
Não era amor um pelo outro, era amor por outro alguém.
Por um alguém nobre, de coração puro e alma cristalina.
Alguém de aura clara e olhos de fantasia.
Por um alguém pequeno.
Mais forte que todos.
Mais corajoso.
Mais veloz.
E Real.
Sua realeza era surreal.
Esse alguém era um Príncipe.
Um Príncipe Pequenino.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Só mente.

mente viajante
ilusória
criadora de histórias
de realidades
de vidas
de sonhos
de vontades

mente delirante
que sonha
que inventa
que cria
que recria realidades de forma sutil

mente inconstante
que vai e que volta
que endireita e entorta
e que não se conforma de parar onde está

mente sobrevivente
que ameaça derreter
mas se mantém
viva
pulsante
criadora
construtora de novos rumos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Bicicletando.

~ papos loucos.
abraços longos.
quase...
vontade não faltou. E foi recíproca.
Mas ela soube controlar.
'Tá pensando em que?'
Ana Carolina gritando aos ouvidos.
(coisas minhas, talvez você nem queira ouvir.
Já sei olhar o rio por onde a vida passa sem me precipitar e nem perder a hora.
Escuto no silêncio que há em mim e basta.)
Pensando na vida...
Ele sabia que ela não precisava responder. A sintonia deles permitia ler pensamentos.
A proximidade das almas, dos corações e -naquele momento- dos corpos permitia respirar o mesmo segundo.

(Detalhes: Pra rua me levar, Ana Carolina)
Somente a Lua era testemunha daquele imenso silêncio.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Desespero.

Sim, é desesperador.
Esse marasmo. Esse cansaço. Esse calor!
Essa falta de vontade que me prende, que me invade.
Que me priva de sentir a liberdade que eu quis.
Quis. Busquei. Procurei. Encontrei.
Mas não me satisfez.
Decepção.
Mais uma vez, me aperta o coração.
Me assusta a impotência. A indiferença. A invalidez.
A insensatez que me desfez.
A insanidade que me inunda.
O desespero que abunda dentro de mim.
Loucura!
Quem iria imaginar que, um dia, eu pensaria em voltar?
Não eu. Não para aquele lugar!
Comodismo? Costume? Acomodação?
Não!
Mas pelo menos lá não havia ilusão. Nem frustração.
Perdi o encanto. Nem o tive, na verdade. Não deu tempo.
Imaginei mais do que jamais poderia ter.
Perdi tempo sonhando.
Tempo que deveria gastar trabalhando pra melhorar o sentimento.
Pra não viver outro tormento.
Pra transformar todo lamento em realização.
Em participação.
Em garra.
Em vontade.
Em emoção.
Perdi tempo levando à frente o coração.
Como sempre, perdi a oportunidade de me surpreender.
Esperei demais.
Desejei demais.
Sonhei demais.
Quis mais do que sabia que ia ter.
Decepção.
Desilusão.
Desepero.
Hoje, só me permito disfarçar.
Porque sei que ainda vou conseguir consquistar o meu lugar.
Vou alcançar a felicidade plena.
Porque se engana quem pensa que eu vou ser sempre pequena.