quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Amor e mais...

Eu te amoMas só amor já não me bastaQuero me apaixonar(Novamente e sempre por você)É preciso paixãoÉ preciso calorÉ preciso mais que pele e coraçãoMuito mais que suor e sabor




(possivelmente inacabado. encontrado em meio a rabiscos antigos. providencial)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bem te vi.

Toda vez que se cruzam, os olhares se encontram. Ele fixa os olhos nos dela. Ela estremece. Sustenta por um tempo, mas logo se lembra de sua condição. Enrubesce. Pisca. Obriga-se a desviar. Olhos, mente e, principalmente, coração e seus desejos.
Apesar da disritmia causada, não há gestos, não há comunicação, não há interação. Sobrevivem sem trocas. O único contato é visual, distante, por um fio não chega a ser impessoal.
Mas ela não se contenta. Quer (e espera) sempre mais do que sempre tem. Talvez seu desejo mais profundo fosse ser como ele. Abrir-se em asas de liberdade total. O desejo dele não sei. Talvez provocá-la inconscientemente. Com seu olhar e compaixão.
Ela se sente enraizada. E está. Mesmo assim, a
Flor insiste em confrontar a sua realidade com a do Bem-Te-Vi.

domingo, 8 de novembro de 2009

Arroz doce

Ele está em todas! Conhece muitas pessoas, se dá bem com a maioria delas e é sempre o primeiro a ser lembrado quando rola alguma festinha.
Só que, de uns tempos pra cá, tem se visto seguido de perto por um outro rapaz. Não tão conhecido nem tão querido quanto ele (ou pelo menos ainda não). Mas, certamente, alguém que lhe tem como exemplo e que espera ser, um dia, tão bom quanto ele.

sábado, 7 de novembro de 2009

~ Ciclos

Para de correr em círculos! De atrasar e repetir a sua própria história.
Erros servem para nos levar pra frente, não voltar ao mesmo lugar.
Voltar atrás, às vezes, é preciso. Estagnar é burrice!

Use a inteligência. Faça diferente. Reveja-se, não repita, não se reprima : VIVA!
Vá adiante, seja feliz! Mas me promete uma coisa?

Não se esquece de mim?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pampo

Hoje eu fui ver o Mar. Estávamos numa sintonia tão grande que ele parecia a exteriorização do meu coração. Era como se eu pudesse ver tudo o que estava sentindo.
Quando se atirava nas pedras, tomava a forma de um enorme coração e crescia tanto que parecia explodir, transbordar.
Estava lindo. Era um coração que transbordava: o meu.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

- sensações

Pessoas de cabelo curto me dão inveja.
Pessoas que ficam bem de cabelo curtíssimo me dão ódio!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

- manias

Eu tenho umas manias estranhas...
Às vezes mando pros outros as mensagens que eu queria receber.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

~ Que vês quando me vês?

Eu vejo sonhos, vontades, desejos escorrendo pelos poros. Vejo brilho nos olhos, vejo aura, vejo alma... Nem tudo vejo, há também o que sinto. Sinto coração, sinto calor, sinto (e vejo) sinceridade. E vejo pureza... vejo a criança que me sorri de dentro dos olhos - janelas da alma. Vejo futuro. Vejo dor e cor desenhando uma vida bela e divertida no final. Vejo olhar perdido, pensativo. Vejo ombros cansados do peso de um mundo que, como uma cruz que se carrega, é o que ensina a seguir em frente e não desistir. Vejo samba e alegria. Vejo luzes e fantasia. Vejo e sinto sentimento e verdade. Eternidade, horizonte e infinito.

E tu? Que vês quando me vês?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Primaveril

Eis que chegava a estação favorita.
Depois de um árduo inverno, as flores começavam a surgir e delicados raios de sol iluminavam sutilmente a paisagem. O primeiro fim de tarde da primavera começou com mãos dadas pela areia.
Uma brisa suave os impulsionava a seguir em frente a passos lentos, leves e ritmados.
Pareciam duas crianças. Sorriam e brincavam como se o mundo parasse para os dois passarem.
À medida que o sol se deitava na linha que o mar faz com o céu alaranjado, crescia nos jovens corações a sensação de que aquele momento duraria por toda a eternidade.
Olhares carinhosos, dedos ainda entrelaçados... os lábios se tocavam em silêncio enquanto apreciavam o sol se por. E então o silêncio era substituído pelo som das ondas nas pedras da praia, pelas gaivotas, pelo vento que os abraçava, distraindo-os.
O perfume da flor que a menina trazia no cabelo se mesclava a maresia. As cores que carregava compunham com o alaranjado do céu.
Nunca uma tarde fora tão perfeita.
Eis que chegava a estação favorita.
E trazia de volta o calor, as cores e os sabores do amor.

Encanto.

ela foi mais longe.
voou mais uma vez.
e cada vez mais alto.
foi para terras de além mar. foi pelo céu.
e se encantou.
foi até onde a sereia chega perto da areia pra cantar ao luar.
virou sereia. cantou.
encantou pescadores desprevinidos que navegavam.